Fotos: 15 grandes peregrinações e lugares santos do mundo
Destinos religiosos e muita devoção no Brasil e no mundo

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Como um país de cristãos, os brasileiros estão mais acostumados a visitar locais relacionados à vida de Jesus Cristo e seus seguidores. O Caminho de Santiago de Compostela, os santuários de Fátima e Lourdes, o Vaticano e a Terra Santa -- onde estão o rio Jordão, a Basílica da Natividade, o Santo Sepulcro, o Mar da Galileia e o Jardim de Getsêmani, entre outros -- são os principais destinos de nosso turismo religioso.
Contudo, a diversidade espiritual nos está levando a lugares mais longínquos, repletos de misticismo e sabedoria. E, nesse quesito, a Ásia é deslumbrante. Foi aqui que nasceram várias das grandes religiões do planeta: cristianismo, islamismo, judaísmo, hinduísmo e budismo. Explorar os caminhos dessas religões é compreender um pouco mais das culturas nelas baseadas. Meca, na Arábia Saudita, e Varanasi e Bodhgaya, na Índia, são alguns destes lugares.
Conheça agora com o viajeaqui para alguns dos maiores centros de devoção do mundo.
(Jexweber)

Quando o sol da manhã ilumina as águas turvas do rio Ganges, centenas de fiéis hindus iniciam seu banho ritual na mais sagrada das cidades – Varanasi, a antiga Berares. Alguns preparam oferendas, sadhus parecem entrar em transe, iogues aquecem a respiração. Apesar das poluídas águas do rio, a atmosfera exala magia. Considerada uma das cidades mais antigas continuamente habitadas do planeta -- a outra seria Jericó --, Varanasi tem cerca de 3 mil anos e, segundo a crença hindu, foi fundada pelo deus Shiva.
(zippaparazza! Creative Commons)

Fora do Brasil, Fátima é um dos destinos de peregrinação de mais forte apelo para os brasileiros. As aparições da Virgem para os pequenos pastorinhos portugueses até hoje povoam a imaginação popular e reforçou o culto mariano no século 20.
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Dentro do mundo do budismo, há muitos grandes destinos a serem visitados. Kyoto (Japão), Bangcoc (Tailândia), Bagan (Mianmar) e Borobodur (Indonésia) possuem conjuntos de templos dedicados a Sidartha Gautama que merecem ser conhecidos. É no subcontinente indiano, porém, que se encontram os principais sítios diretamente ligados ao mestre. Lumbini, no Nepal, é o local de seu nascimento. Bodghaya (foto), na Índia, possui uma figueira que provavelmente é descendente daquela sob a qual ele chegou à iluminação. A cidade está repleta de templos construídos pelas mais diversas escolas budistas, como a tibetana e a tailandesa. Já em Sarnath, cidade vizinha a Varanasi, é o local onde ele propagou seus conhecimentos pela primeira vez. Aqui encontra-se a mais primitiva forma de estupa budista, que daria origem aos pagodes do Extremo Oriente.
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(Tex Creative Commons)

Uma das obrigações de todo muçulmano – xiitas e sunitas – é visitar a cidade sagrada de Meca ao menos uma vez na vida – desde que tenha recursos e saúde para fazê-lo. No período do Hajj, dezenas de milhares de pessoas concentram-se para os rituais junto à Grande Mesquita e a Caaba, circulando em sua volta sete vezes no sentido anti-horário, o tawaf. Totalmente restrita aos não seguidores do Islã, Meca faz parte do roteiro de muitos peregrinos, assim como Medina, a segunda cidade santa dos muçulmanos.
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O sagrado Potala, palácio dos dalai-lamas, hoje encontra-se vazio. Ao menos espiritualmente, já que o líder político e espiritual do Tibete vive no exílio desde a década de 1950. Mesmo assim, a poderosa imagem do maciço castelo-mosteiro é uma benção para seus seguidores, que aqui oram, talvez, pelo dia do retorno do Oceano de Sabedoria.
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Peregrinos rumo a Lhasa. Durante seu caminho eles prostam-se praticamente a cada passo, entoando orações budistas.
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A pirâmide nevada do Monte Kailash é considerada um local sagrado para cinco religiões. As águas de seu degelo servem de nascente para vários rios santos, como Brahmaputra, Indo e o Ganges (através de seu afluente Karnali). Tal é sua importância que escalá-lo é um tabu. Quando foi concedida uma permissão especial a Reinhold Messner – o primeiro homem a conquistar os 14 picos de mais de oito mil metros e a subir sozinho o Everest sem oxigênio suplementar –, ele simplesmente se negou. O entorno da montanha é muito visitado por seguidores do budismo, jainismo e hinduísmo.
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Principal santuário religioso da França, Lourdes entrou no mapa dos católicos após as aparições da Virgem para a jovem Bernadette Soubirous, em 1858. O suposto poder milagroso das águas de sua fonte atrai cinco milhões de fiéis todos os anos, tornando a cidade um grande e quase que permanente centro de peregrinação.
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Jesus Cristo foi julgado, morto e sepultado sob jurisdição romana. Não deixa de ser irônico então que o principal centro de peregrinação dos católicos seja em Roma. Construída sobre o suposto túmulo do apóstolo Pedro, a Basílica de São Pedro é uma alegoria barroca, construída para a glória do Senhor – e de alguns papas, também. Michelangelo, Rafael e Bernini foram alguns dos gênios renascentistas que participaram da construção do magnificente templo, construído sobre a pedra fundamental escolhida por Cristo.
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Shikoku, a menor das quatro ilhas principais do Japão, guarda uma das mais congestionadas rotas de peregrinos do planeta. Fiéis paramentados com bastões, chapéu de palha e roupas brancas cumprem uma exigente rota de 1200 quilômetros – parte urbana, parte totalmente isolada do mundo – passando por 88 templos budistas relacionadas ao monge Kobo Daishi, o Kukai.
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Foi às margens do rio Paraíba do Sul, entre Rio de Janeiro e São Paulo, que, de certa forma, o milagre da multiplicação dos peixes repetiu-se. Apesar do forte mercantilismo e da razoável desorganização urbana, Aparecida do Norte -- como também é conhecida -- continua sendo um dos mais fortes centros de peregrinação do país, com fiéis chegando pelas duas pontas da Via Dutra, a cavalo ou por caminhos rurais, carregando ou não sua cruz. Tudo para celebrar a santa padroeira do Brasil que, sim, é a razão pela qual o dia 12 de outubro é feriado nacional.
(Jair Magri)

Muito antes de Paulo Coelho estabelecer o Caminho de Santiago de Compostela como a rota da descoberta pessoal para o peregrino moderno, a pequena cidade galega no noroeste da Espanha já atraía multidões. Suposto lugar de descanso dos restos mortais do apóstolo Tiago, milhares de viajantes – cristãos ou não – colocam o pé na estrada para conhecer sua basílica e achar uma luz para suas próprias vidas.
(Jexweber/Creative Commons)

O Segundo Templo de Jerusalém era não somente repositório da Arca da Aliança, mas também o principal recinto religioso do mundo hebraico. Em 70 d.C., os judeus se revoltaram contra a ocupação romana. A resposta foi rápida e fulminante: Jerusalém foi sitiada e o grandioso edifício de Herodes foi saqueado e completamente destruído. A única parte que sobrou, o muro ocidental, reúne fiéis vindos de todo o mundo, que aqui lamentam a destruição do templo, mas também celebram a vida judaica com bar-mitzvás.
(agroffman/Creative Commons)

A cena dos barcos seguindo em romaria pela baía de Guajará talvez só encontre paralelo na condução emocionada da longa corda usada durante a procissão entre a catedral metropolitana e a Basílica de Nazaré. O Círio de Nossa Senhora de Nazaré não é exatamente uma peregrinação, mas uma devoção popular que toma conta não só de Belém, mas de todo o Pará e dos paraenses emigrados que para lá retornam todos os anos.
(Bia Parreiras)

Quando os sinos das igrejas do mundo repicam na noite de Natal, estão todas ressoando o badalar do campanário da Basílica da Natividade, em Belém. Construída sobre o suposto lugar de nascimento de Jesus, é um dos lugares mais santos para os cristãos, que ainda passam em peregrinação por sítios como o rio Jordão, a Basílica de Nazaré e perfazem a Via Crucis, em Jerusalém, que termina no Santo Sepulcro.
(MedioImages/Photodisc/Thinkstock)
Atualizado em 27/4/2015.
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