Por Adrian Medeiros
Atualizado em 8 dez 2016, 09h52 - Publicado em 26 out 2011, 15h42
Mulher indígena de La Paz caminha com sua típica trouxa colorida pelas ruas do centro da capital boliviana (/)
1/19 Mulher indígena de La Paz caminha com sua típica trouxa colorida pelas ruas do centro da capital boliviana ()
2/19 Segunda maior cidade boliviana depois de Santa Cruz, La Paz é a sede administrativa do país, enquanto que Sucre é a capital oficial. Localizada em um caldeirão montanhoso sobre os Andes, descer de avião na cidade é sempre uma boa história a ser contada ()
3/19 Sucre, no centro-sul da Bolívia, é uma cidade colonial toda branca. No alto dos seus 2 810 metros, esse Patrimônio da Humanidade pela Unesco foi palco da proclamação da independência do país, tem igrejas e museus interessantíssimos e uma vida noturna agitada. Apesar de a sede do poder boliviano concentrar-se em La Paz, Sucre é considerada a capital do país na constituição (Flocu/iStock)
4/19 A Isla del Pescado, ou de los Pescadores, é uma elevação sobre o Salar de Uyuni. Uma de suas principais características são os pés de cactos gigantes, que podem chegar a mais de 10 metros de altura ()
5/19 A Laguna Colorada, no altiplano andino, possui uma grande variedade de animais, como flamingos, vicunhas, lhamas e pumas ()
6/19 O simpático sagui-imperador (Saguinus imperator) pode ser encontrado em boa parte da Amazônia Ocidental, nas florestas de Peru, Bolívia e Brasil ()
7/19 Portal do templo Kalasasaya, em Tiwanaku. Na realidade, os altos muros são uma reconstrução relativamente recente ()
8/19 Detalhe dos muros que cercam o pátio do templo Kalasasaya, em Tiwanaku, importante sítio arqueológico de uma cultura pré-incaica que floresceu no primeiro milênio de nossa era. As ruínas localizam-se a meio caminho entre La Paz e o lago Titicaca ()
9/19 Localizado a 4000 metros de altitude, a Laguna Verde possui esse tom por conta de traços de cobre oxidados. O vulcão Licanbur é um dos muitos que pontilham o altiplano boliviano ()
10/19 O Salar de Uyuni, o maior mar de sal do mundo, é uma das grandes maravilhas da natureza da Bolívia. Com mais de 10 mil quilômetros quadrados e localizado a cerca de 3500 metros de altitude, é um importante pólo turístico para região, assim como fonte de minerais como lítio, magnésio, potássio e sódio, muito sódio ()
11/19 Cemitério de trens na entrada no Salar de Uyuni, Bolívia: o local, perfeito para fotografias, é a primeira parada do passeio de três dias pelo Salar (VT/Viagem e Turismo)
12/19 Um dos pontos de parada no Salar do Uyuni é um hotel de sal desativado - ali ficam bandeiras rotas de vários países, deixadas na ilhota improvisada por visitantes do mundo inteiro (Divulgação/Divulgação)
13/19 Criada em 2007 pelo governo boliviano, a "Ruta del Che" leva o visitante aos últimos lugares onde esteve o guerrilheiro Ernesto Che Guevara antes de seu grupo ser emboscado pelo exército boliviano, no cânion de Quebrado del Yuro, em 1967. A "rota" começa na cidade de Vallegrande (seis horas de Santa Cruz de la Sierra) e passa, entre outros, pelo hospital Señor de Malta, onde o corpo do guerrilheiro foi exposto após fuzilamento, refaz o caminho que Che passou ao ser ferido e aprisionado, incluindo Quebrado del Yuro, e a escola onde foi fuzilado ()
14/19 Os mais aventureiros têm uma opção radical pertinho de La Paz: as trilhas tortuosas e cheias de adrenalina do Camino Yungas, também conhecido como rota da morte (Reprodução/Reprodução)
15/19 O Palácio Presidencial da Bolívia tem o brasão do país na fachada e hoje - com a gestão do primeiro indígena da história, Evo Morales, também carrega uma bandeira quadriculada e colorida, representando o símbolo dos povos pré-colombianos ()
16/19 Detalhe da cúpula da Catedral de La Paz e o maior cartão-postal da cidade, o Monte Ilimani ()
17/19 A cidade de Potosí, na Bolívia, já foi uma das mais ricas das Américas, graças à exploração de prata no Cerro Rico (ao fundo) ()
18/19 Mulheres indígenas reúnem-se em protesto nas ruas de La Paz, Bolívia ()
19/19 Vista da capital La Paz à noite - é comum ter essa visão em passeios noturnos pela cidade, já que as casinhas estão distribuídas por todo o vale ()
Fazer turismo na Bolívia exige certo preparo (físico e mental). Essa nação de fortes tradições indígenas costuma assustar os que estão acostumados ao turismo fácil de outros países sul-americanos. Estradas e vias públicas em péssimo estado de conservação, cidades com trânsito caótico e uma rede hoteleira que muitas vezes se resume a um pequeno estabelecimento sob administração familiar são alguns dos obstáculos a se superar para conhecer um país belíssimo e único.
Aos poucos, o susto vai dando lugar ao encantamento (aliada a uma boa dose de paciência) e os olhos começam a testemunhar a beleza de cidades coloniais como Potosí, cujo centro histórico foi declarado pela Unesco um Patrimônio Histórico da Humanidade, ou a experiência única de cruzar áreas desérticas do sul do país, como os que viajam por terra entre o salar do Uyuni e o deserto do Atacama, no vizinho Chile. La Paz é uma das principais portas de entrada para o país via aérea. Sua proximidade com sítios fantásticos, como o lago Titicaca e Tihuanaco, além de picos andinos fabulosos, fazem dela um centro logístico ideal.
O cenário formado por imensas placas de sal, vulcões, gêiseres e lagoas é capaz de apagar todos os efeitos colaterais que uma viagem a Bolívia possa causar. Seu rico passado nativo, aliado às heranças hispânicas, concedem ao visitante lições preciosas de história
Nota: tome cuidado com os efeitos da altitude e exposição demasiada ao sol em alta altitude e nos salares. La Paz, por exemplo, está a 3600 metros acima do nível do mar e o baixo nível de oxigênio pode lhe trazer tonturas e dor de cabeça. Evite comer em qualquer lugar, pois em muitas partes do país as regras de higiene não são das mais exigentes. Preste atenção também nas condições de manutenção de seus meios de transporte, sempre embarcando com companhias confiáveis.
COMO CHEGAR
Há poucas opções de voos diretos do Brasil para a Bolívia. Varig/Gol e TAM voam para Santa Cruz, mas se seu destino for La Paz ou Sucre a rota terá que.
Via terrestre, as rotas de entrada clássicas são por San Pedro de Atacama, no Chile, adentrando a Reserva Natural Eduardo Avaroa, e por Corumbá, no Brasil, para pegar o trem entre Quijarro e Santa Cruz, o famoso trem da morte. É bom frisar que a fronteira entre Bolívia e Chile está constantemente bloqueada, pelos mais variados motivos, de mal tempo à greves. Apesar de esta ser a melhor rota para combinar passeios entre Uyuni e o Atacama, é bom checar esta questão antes de embarcar ou junto ao seu agente de viagem.
COMO CIRCULAR
O transporte público na Bolívia não é dos melhores, assim como boa parte de sua infraestrutura viária. Muitas estradas têm manutenção precária, péssima sinalização, vários motoristas não respeitam as leis básicas de trânsito e uma fatia considerável da frota é bem antiga. Portanto, fora das grandes cidades, esqueça o aluguel de carro. Para se deslocar dentro do país a melhor opção são os ônibus, principalmente os bus-cama, do tipo leito. Se não achar um assento disponível, as alternativas são os convencionais, baratos, mas, na maioria das vezes, desconfortáveis. Uma rota que pode ser coberta completamente desta maneira é a que vai de La Paz a Oruro, de ônibus (aproximadamente 4h de viagem), e de lá para Uyuni, de trem (mais 7 horas). Cheque os horário da malha ferroviária no site da FCA (www.fca.com.bo).
Fora do estilo mochilão, vale a pena investir em uma excursão fechada. Motoristas experientes e acostumados às estradas guiando off-roads com ar condicionado serão um pequeno luxo tanto em termos de conforto como de segurança.
De avião, há algumas companhias como a Tam (Transporte Aéreo Militar, www.tam.bo), uma das mais baratas e confiáveis, voando trechos entre as principais cidades da Bolívia.